A Prova · ficha P-02
Garrafa B — Industrial, grande distribuição
Itália (engarrafamento industrial). Será provada segundo a metodologia pública — prova cega primeiro, rótulo depois. Esta ficha descreve o perfil que se espera do arquétipo; a nota de prova publica-se quando a prova decorrer, e a identidade revela-se com a curadoria.
- Casca
- 3 em 10
- Doçura
- 9 em 10
- Corpo
- 7 em 10
- Calor
- 3 em 10
- Persistência
- 3 em 10
- Aroma
- 4 em 10
- Origem
- Itália (engarrafamento industrial)
- Identidade
- Reservada — revela-se com a curadoria
- Teor alcoólico
- 25% vol.
- Açúcar
- ±330 g/L, estimativa nossa
- Limão
- Não declarado
- Método
- Prova cega, protocolo já publicado
Esta ficha descreve o arquétipo, não uma garrafa provada: o perfil e as especificações são o que se espera desta categoria, e os seis eixos são a nossa expectativa, não uma medição. A nota de prova — com os valores confirmados no rótulo — publica-se quando esta garrafa passar pela prova cega.
O que se espera no nariz
Limão, sim — mas de gomas de limão: doce, simples, sem óleo. Não é desagradável; ao lado de uma maceração a sério, deve ler-se como reconhecivelmente artificial.
O que se espera na boca
Açúcar primeiro, açúcar depois. O limão a aparecer no meio, educado, e a despedir-se cedo — a persistência esperada de 3 é isto. Corpo alto por conta do açúcar, álcool invisível. Bebe-se sem esforço, e é esse precisamente o projeto.
Contexto
É o limoncello que define a categoria para a maioria das pessoas — o de oferta de fim de refeição em restaurante. Julgá-lo pelos critérios do artesanal é inútil: ao preço a que se vende, cumpre outro contrato.
Veredicto
Para beber muito frio sem pensar, ou para cocktails com cítricos frescos que lhe devolvam a acidez, deve cumprir. Não a procure à espera de casca — não é esse o produto.
Esta garrafa não faz parte da curadoria — provámo-la, mas o critério deixou-a de fora, e a ficha explica porquê.